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O papel ergogênico da arginina

         A arginina é um aminoácido condicionalmente essencial, envolvido em vários processos metabólicos, como a síntese de creatina e ornitina. Cerca de 40% do pool de arginina proveniente da dieta é degradado no próprio intestino, antes de alcançar a circulação. No jejum, a maior parte (85%) da arginina circulante é proveniente do turnover proteico e o restante é originada da síntese endógena que ocorre no intestino e no rim.
    A administração oral de arginina tem sido relacionada com a melhora do desempenho físico por provável diminuição da fadiga muscular. Esse efeito seria associado à vasodilatação promovida pelo óxido nítrico. A sua produção no organismo humano ocorre quando o aminoácido L-arginina é convertido em L-citrulina numa reação catalisada pela enzima óxido nítrico sintetase, resultando no aumento da perfusão muscular, e pela diminuição do consumo de glicose pelos músculos esqueléticos em atividade.


     Alguns achados confirmam a utilização da argina como recurso ergogênico:

Santos et tal. demonstraram melhora da resistência à fadiga em indivíduos submetidos a suplementação oral de arginina (3g por dia) durante 15 dias.
Angeli et al. demonstraram que o grupo que fez uso de três gramas de L-arginina + vitamina C, durante as oito semanas apresentou valores de peso corporal e massa magra significativamente maiores (p < 0,05), percentual de gordura corporal significativamente menor (p < 0,05) e força de membros inferiores significantemente maior (p < 0,05), enquanto o grupo que não fez de uso da arginina não mostrou diferenças significativas, para o mesmo período.
Schaefer et al. afirmam, a partir de seu estudo, que a suplementação de arginina favorece o mecanismo arginina-óxido nítrico desencadeado pelo exercício físico, aumentando a formação de óxido nítrico, o que promove maior aumento da síntese de proteínas em consequência da interação de seus efeitos com os do exercício resistido.
Entretanto existem artigos desfavoráveis relacionados ao uso da arginina como recurso ergogênico:
Moraes et al. demonstraram que a suplementação com o aminoácido L – arginina não aumentou a concentração plasmática de óxido nítrico em homens saudáveis.
Nicastro et al. concluiram que a ingestão aguda ou crônica de L - arginina com o propósito de promoção de recurso ergogênico não é recomendado. Novos estudos são necessários para confirmação dos possíveis benefícios da ingestão deste aminoácido, bem como para determinar a quantidade correta de consumo.

 

          Foi evidenciado através dos estudos supracitados que existem conflitos sobre os resultados encontrados com a utilização do aminoácido L – arginina, sendo importante avaliar a real necessidade de utilização.        
         Surgiram dúvidas sobre a utilização de suplementos, consulte sempre seu nutricionista a fim de obter as informações necessárias quanto à adequação de uma eventual suplementação na sua rotina dentro de suas reais necessidades.
         O Nutricionista João Pedro Castelo Branco é pós-graduando em nutrição esportiva e Membro da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva . Atende desde atletas de alto nível a pessoas que simplesmente buscam uma melhor qualidade de vida. Deseja agendar uma consulta ou saber mais sobre os serviços?
 
Referencias:


Schaefer A, Piquard F, Geny B, Doutreleau S, Lampert E, Mettauer B, et al. Arginine reduces exercise-induced increase in plasma lactate and ammonia. Int J Sports Med. 2002;403-7.
Santos R, Pacheco MTT, Martins RABL, Villaverde AB, Giana HE, Baptista F, et al. Study of the effect of oral administration of L-arginine on muscular performance in health volunteers. An isokinetic study. Isokinetic Exerc Sci. 2004;153-58.
Rose W. The nutritive significance of the amino acids and certain related compounds. Science.
Wu G, Morris SM Jr. Arginine metabolism: nitric oxide and beyond. Biochem J. 1998;336(Pt 1):1-17.