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CAFEÍNA e ATIVIDADE FÍSICA

          A cafeína é um alcalóide pertencente ao grupo das drogas classificadas como as metilxantinas (1,3,7-trimetilxantina) sendo um derivado da xantina. Difundi-se passivamente em todas as membranas biológicas, inclusive a cerebral e a placentária. Uso da cafeína data desde o período paleolítico. Segundo HULLEMANN & MET, a utilização da cafeína no mundo esportivo tornou-se evidente a partir da metade do século XIX, mais especificamente na primeira edição da “corrida de seis dias”, em 1879, quando os participantes de diversas nacionalidades utilizaram-se de diversos produtos estimulantes dentre os quais compostos à base desta substância, a fim de suportar o grande esforço requerido.
Metabolismo
Fatores que podem interferir:
 Exercícios: Aumento das concentrações plasmáticas máxima de cafeína, diminuindo sua eliminação urinária. Mais acentuado em mulheres.
 Tabaco: Aumenta a remoção da cafeína no plasma, por aumentar a velocidade no qual é biotransformada.
 Álcool: Reduz o metabolismo da cafeína, aumentando os níveis plasmáticos.
 Uso crônico: Nesta circunstância, o citocromo P450 IA2 mostra uma maior afinidade pela cafeína, aumentando o seu metabolismo.
 Moléstias: moléstias hepáticas como cirrose e hepatite viral, podem diminuir a velocidade de desmetililação da cafeína uma vez que ela é metabolizada principalmente pelas enzimas hepáticas.
 Fármacos e dieta: qualquer composto que seja metabolizado pelas mesma enzimas envolvidas no metabolismo da cafeína influência seu metabolismo.
Aumenta o metabolismo:
 Indutores enzimáticos, como uma dieta rica em vegetais da família das crucíferas( couve, repolho),
 Alimentos contendo altas concentrações de flavanóides
Diminui o metabolismo:
 Contraceptivos orais
 Capsaicina ( extrato de pimenta vermelha)

Ação Farmacológica
 Estimula o sistema nervoso central;
 Age sobre os rins como um diurético;
 Estimula o músculo cardíaco;
 Relaxam a musculatura lisa, em especial a bronquial.
Cafeína e o Desempenho Esportivo
         A partir da década de 80 a cafeína começou a ser encarada como agente ergogênico, principalmente em exercícios de longa duração. Um estudo de revisão publicado por Altimari e cols., demonstrou que 75% dos estudos confirmam o efeito ergogênico, em exercícios de média e longa duração. Entretanto em exercícios alta intensidade e curta duração existem ainda muitas controvérsias na literatura.
Mecanismo de Ação
           Sem dúvida nenhuma, o largo uso da a cafeína no meio esportivo está relacionado à sua capacidade de estimular o sistema nervoso central e aumentar o estado de alerta. Embora os mecanismo pelos quais a cafeína aumenta excitabilidade neuronal não estejam totalmente esclarecidos, provavelmente podem ser decorrentes de alterações nos neurotransmissores:
 Aumento no estímulo dopaminérgico: Dopamina é importante no controle da locomoção, estando associado com um desempenho físico ótimo.
 Diminuição no estímulo GABA: GABA principal neurotransmissor inibitório do SNC, mas como esse efeito só acontece em concentrações muito altas, este mecanismo é limitado nas provas de resistência.
 Um aumento relação triptofano/BCAA durante exercícios de longa duração pode aumentar os níveis de serotonina cerebral, contribuindo para a fadiga. A cafeína pode diminuir a serotonina e remover o fator fadiga, diminuir a serotonina e remover o fator de fadiga, diminuindo o metabolismo de aminoácidos de cadeia ramificada e a relação triptofano/BCAA.
         A ação mais bem caracterizada da cafeína é o antagonismo de receptores da adenosina. A adenosina é estruturalmente similar à cafeína e interage com receptores celulares (A1, A2, A2b e A3) causando uma série de efeitos no organismo. A ativação dos receptores A1, entre outros efeitos, inibe a lipólise e ativa canais de potássio. A ativação de receptores A2 causa uma vasodilatação cerebral e periférica e uma inibição da inflamação e da liberação de dopamina no striatum. Os níveis de adenosina endógena aumentam consideravelmente nos tecidos e nas células onde a demanda de energia é maior que o suprimento, condições essas vivenciadas no exercício. Outro mecanismo é o estímulo à lipólise, acarretando em economia de glicogênio. Já foi evidenciado que o efeito da cafeína na conservação de glicogênio e no aumento da oxidação de LIP ocorre efetivamente nos primeiros 15 min. de exercícios e, provavelmente, independe de liberação de epinefrina das adrenais.

Recomendação

          A dose de 3 a 6 mg/kg ótima para o desenvolvimento em provas de resistência, possuindo efeitos colaterais mínimos. Dose de 9 mg/Kg é uma dosagem efetiva, porém pode causar desconforto sintomático. Doses acima (> 10 a 15 mg/Kg) não é recomendado porque os níveis plasmáticos de cafeína se aproxima do nível tóxico. Sendo de as condições experimentais mais adequadas para otimização dos resultados obtidos com a cafeína são:
 75% a 80 % de VO2 máx;
 Exercícios de longa duração;
 Abstenção, por no mínimo, 48 horas antes do exercício.

Efeitos colaterais e tóxicos

 Doses acima de 250 mg: Nervosismo, irritabilidade, insônia e distúrbios gastrintestinais.
 Doses acima de 400mg: Principal resposta parece ser a disforia e o aumento da ansiedade.
 Dose de 1,5 g: Podem causar efeitos mais intensos como úlcera péptica, delírio, coma, convulsões e arritmias.

Agente de Dopagem

        Em 2008 foi inserida no programa de monitoramento, portanto atualmente proibido. (SBME, 2009).O limite estipulado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) ≥12 μg/ml de cafeína na urina para detecção de caso positivo de doping. Somente doses maiores do que 9mg/kg resultarão em uma concentração acima dos limites estabelecidos pelo COI. ( Kalow,1991; Kovacs, 1998, 2002; Pasman,1995.)

Referências Bibliográficas

 Nutrição, metabolismo e suplementação na atividade física/ Julio Tirapegui- São Paulo: Editora Atheneu, 2009.
 Suplemento – Rev Bras Med Esporte – Vol. 15, No 2 – Mar/Abr, 2009.
 Altimari, L.R.; Cyrino, E.S.; Zucas, S.M.; Okano, A.H.; Burini, R.C. Cafeína: ergogênico nutricional no esporte. Rev. Bras. Ciên. e Mov. 9 (3): 57-64, 2001.
 Braga, L.C. e Alves, M.P., A cafeína como recurso ergogênico nos exercícios de endurance. Rev. Bras. Ciên.e Mov. 8 (3): 33-37, 2000.
 FERREIRA, G.M.H.; GUERRA, G.C.B.; GUERRA, R.O. Efeitos da cafeína na percepção do esforço, temperatura, peso corporal e freqüência cardíaca de ciclistas sob condições de stress térmico. R. bras. Ci e Mov. 2006; 14(1): 33-40.
 Mello, D.; Kunzler, D.K.; Farah, M. A cafeína e seu efeito ergogênico- Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo v. 1, n. 2, p. 30-37, Mar/Abril, 2007. ISSN 1981-9927.

Nutric. Esportivo João Pedro Castelo Branco
Pós-graduando em Nutrição e Atividade Física (UGF)
Bacharel em Nutrição (UFRB)